Força Sindical-RJ participa de blitz em agência do INSS no Rio

O anúncio foi feito em 31 de outubro pelo presidente do Conselho de Previdência Social do Rio de Janeiro, Flávio Luís Vieira Souza, durante blitz a uma agência de atendimento do INSS no Méier, zona norte da capital do estado.

Critério de escolha da Agência
A agência visitada foi escolhida por votação minutos antes dos conselheiros deixarem a agência Centro para a diligência e pegou de surpresa a gerente Elaine Travassos. Há 13 anos à frente do posto do Méier, Elaine Travassos informou que sua agência atende, em média, 500 segurados por dia.

Força Sindical representa trabalhadores no Conselho do INSS no Rio
O secretário de Imprensa da Força RJ, Marcelo Peres, é membro do Conselho desde 27 de Junho, assim como Mário Torobay, do Sindicato dos Siderúrgicos, representando os trabalhadores ativos, e acompanhou toda a ação, coordenada pelo presidente do Conselho, o Gerente Executivo Rio de Janeiro/RJ do INSS, Flávio Vieira Souza.
Torobay na Posse do Conselho do INSS
Elaine Travassos apresentou as instalações da APS (Agência da Previdência Social) ao grupo de conselheiros, que pode verificar de perto o tempo de espera por atendimento e a qualidade das instalações. A perícia médica conta com quatro consultórios e o tempo médio de espera naquele setor chega a uma hora, enquanto o tempo médio de espera pelo atendimento dos agendamentos leva hoje 21 dias, quando a meta proposta pelo Ministério da Previdência Social é de 5 dias. “Em 2012, o segurado esperava até 32 dias pelo atendimento e, até o final deste ano, esperamos chegar a 19 dias. A meta proposta de apenas 5 dias é muito difícil, mas é o alvo que estamos tentando atingir. Da mesma forma, outro desafio é zerar o atendimento das demandas da Ouvidoria com mais de 90 dias agora, em novembro. É uma meta difícil, porque nos faz preterir solicitações que nos chegam por outros meios que não a Ouvidoria, mas procurando atingir as metas estabelecidas melhoramos nossos serviços”, explicou Elaine.
Servidores do Rio criam sistema de monitoramento para todo o país
Na verdade, os servidores do INSS na capital do estado criaram um sistema de monitoramento que foi adotado também pelo Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Ele acompanha o segurado da entrada no posto ao atendimento final e pode ser observado do gabinete do ministro e da presidente da República. “O sistema de monitoramento permite remanejamento de servidores para atender determinadas demandas que estão momentaneamente mais sobrecarregadas, diminuindo o tempo de espera pelo atendimento”, explicou Flávio Souza.
As APSs da capital do estado estão desenvolvendo outro projeto piloto que pode ser levado a todo o país pelo Instituto Nacional de Previdência Social. É o projeto Simulação em Casa que, a partir do comparecimento do segurado a uma agência do INSS para preenchimento de formulário próprio, atualizando os dados cadastrais, envia para a residência do contribuinte o tempo de sua contribuição, quanto falta para a aposentadoria por tempo de contribuição e as pendências que ele deve resolver quanto aos vínculos empregatícios para não cair em exigência na hora de requerer o benefício.
“Como o serviço de simulação de aposentadoria foi suspenso em todo o país, muitos segurados pedem para agendar sua aposentadoria só para descobrir quanto tempo falta para se aposentar, levando pessoas que realmente fazem jus ao benefício a esperar mais tempo pelo atendimento. Só oferecemos este serviço aos maiores de 45 anos e é uma forma de manter os dados cadastrais atualizados, já que o brasileiro não tem o hábito de informar ao INSS mudança de endereço ou de telefone, por exemplo”, ponderou o presidente do Conselho. Flávio Souza informou ainda que, embora o serviço seja oferecido desde julho de 2013 só nas agências do Rio de Janeiro, foram contabilizados até agora 8.216 formulários preenchidos, sendo que 62% são de moradores do Rio e os demais de outros municípios, como Duque de Caxias, Niterói, Petrópolis, cidades mineiras e até de Natal (RN).

Flávio Souza alertou que o fato de um empregador recolher a contribuição do trabalhador e não repassá-la ao INSS não prejudica o empregado na hora da concessão do benefício da aposentadoria. “O que vai ser exigido do trabalhador é que ele comprove o vínculo empregatício naquele período, seja através de contracheque, seja por declaração do empregador. Falta de pagamento é um problema a ser resolvido pela Receita Federal junto àquele empregador que sonega”, exemplificou Flávio.

A gerente Elaine Travassos informou aos conselheiros que a maior demanda registrada em sua agência é de contribuintes individuais que, sem acesso à internet ou por falhas na impressora, procuram o posto para calcular contribuições em atraso. O Conselho de Previdência Social decidiu, então, formar um grupo de trabalho, convidando a FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) a participar, para que as guias de recolhimento tragam impresso o código de barras ou mecanismos que permitam aos bancos calcular multas e juros das contribuições em atraso. “Isso seria muito bom, porque permitiria maior número de agendamentos para outros serviços”, aprovou Elaine.

Conselho cria grupos de trabalho para apresentar novas propostas
Posteriormente à visita surpresa, uma reunião ordinária do Conselho de Previdência Social do Rio de Janeiro aconteceu na agência do Méier e, por unanimidade, os conselheiros decidiram enviar ao INSS e ao Conselho Nacional de Previdência Social uma recomendação, fruto de outro grupo de trabalho, cuja proposta é a retificação do extrato de pagamento quanto a parcelas de empréstimos consignados descontadas mês a mês. “Pelo que pudemos constatar, para que o segurado obtenha a informação sobre a quantidade de parcelas de empréstimos pagas, ele deve ir a uma APS, já que só o funcionário do INSS tem acesso ao aplicativo para consulta pelo sistema interno da Previdência. Se, no extrato de pagamento, o número da parcela paga vier registrado, o aposentado ou pensionista poderá acompanhar e controlar as parcelas pagas com comodidade, terá maior segurança para questionamentos junto à instituição financeira e não vai mais precisar ir a uma agência, reduzindo a demanda dos postos de atendimento”, arrematou Marcelo Peres, da Força RJ.

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